Instituto Magnus busca voluntários para socializarem futuros cães-guias

Moradores de Itu, Salto, São Roque e Indaiatuba podem participar da formação dos animais. Socialização dura um ano e todas as despesas são arcadas pelo instituto

Há três anos, o Instituto Magnus realiza um trabalho muito especial: treina e doa cães-guias para serem os olhos de pessoas com deficiência visual de todo o Brasil. Inaugurado em 2018 em Salto de Pirapora, já doou mais de 40 cães, e para continuar sua atuação como entidade promotora da inclusão social e da cidadania destas pessoas em situação de vulnerabilidade, está buscando famílias socializadoras de futuros cães-guias. Moradores das cidades de Itu, Salto, São Roque e Indaiatuba podem participar, pela proximidade da sede do instituto, que oferece toda a assistência durante a socialização.

As famílias socializadoras têm papel fundamental no processo de formação de um cão-guia e sem elas, o trabalho para. Os voluntários recebem os filhotes em suas casas por um ano e têm a missão de apresentá-los às mais diversas situações do cotidiano, para promover seu desenvolvimento e acostumá-los às atividades do dia a dia. Além, é claro, de darem a eles tempo e amor. Durante este período, o Instituto Magnus é responsável pelas despesas com alimentação e assistência veterinária.

Adelaide Clotilde Binelli Bresciani é moradora da cidade de Indaiatuba e voluntária no Programa Cão-Guia. Há 02 meses  meses, socializa a labradora Poli: “Ter um filhote em casa é muito gostoso e gratificante, mas também exige comprometimento de todos os membros da família. Quando Poli chegou com sua alegria e afeto, pudemos sentir a maior empatia e compreensão pela causa. Além disso, apresentar o mundo a ela tem sido uma experiência de descoberta, até mesmo para nós, em relação à sociedade e lugares ao nosso redor. Com certeza essa experiência ficará marcada em nossas vidas, assim como as lembranças que teremos da Poli em nossos corações”, afirma.

(Precisaremos do nome completo do marido e filha: Ana Flávia Bresciani da Veiga e Fernando de Arruda Fanchini)

O desafio das famílias socializadoras é saber que depois desse período, os animais vão seguir sua missão: voltarão para o instituto, onde ainda ficam cerca de cinco meses em treinamento para se tornarem aptos a serem guias. Após formados, poderão ser doados para conduzir pessoas com deficiência visual de todo o Brasil.

“Em um trabalho voluntário como este sempre haverá julgamentos. As coisas que mais ouvimos desde o início do programa são: ‘Nossa, vocês são loucos, vão se apegar ao cão à toa! E na hora de devolver?’”, conta Vinícius Correia da Silva , morador de Salto e socializador do Luigi. “Mas quando o amor lhe transborda a alma, tudo que podemos oferecer é esse amor, que nos permite realizar essa doação de tempo e dedicação. É também o amor que nos fará ir às lágrimas quando o Luigi tiver que seguir sua jornada como cão-guia”, justifica.

(esposa Kamila de Matos Correia)

O gerente geral do Instituto Magnus, Thiago Pereira, destaca: “Para ser socializadora, a família deve entender que a causa de mudar a vida da pessoa com deficiência visual é ainda maior do que o amor que ela tem pelo animal, e que ele tem que seguir sua jornada, pois alguém que realmente precisa estará esperando por ele. O cão treinado para ser guia é um facilitador neste processo de inclusão, pois ele é responsável por oferecer confiança, segurança e promover a autonomia e independência do usuário”.

No Brasil existem apenas 133 cães-guias em atividade e mais de 7 milhões de pessoas com alguma deficiência visual, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, cerca de 600 pessoas estão inscritas a espera de um animal que poderá melhorar a sua vida. Em 2020, o Instituto Magnus entregou 12 cães e para este ano, a expectativa é entregar até 20 animais. A capacidade do Instituto Magnus é para treinar e doar 64 cães-guias por ano.

Para ser uma família socializadora

Os socializadores não têm custo nenhum para receber um cão em sua casa, pois todas as necessidades médicas e de treinamento são de responsabilidade do Instituto Magnus. Os voluntários precisam apenas:

– residir na região de Sorocaba, para que o animal possa contar com assistência veterinária de clínicas parceiras;

– acolher o cão por cerca de um ano e se comprometer a levá-lo para conhecer os mais diversos locais;

– ter tempo e disposição para realizar os treinos e rotina do filhote.

Os interessados em serem socializadores ou terem acesso a um cão-guia podem entrar em contato com o Instituto Magnus pelo site institutomagnus.org, na aba “família voluntária”, ou pelo e-mail contato@institutomagnus.org.

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